o monólogo da seda
I
a minha vida tem momentos de ser
um sangue sufocado em volta do pescoço
um coágulo consanguíneo com o sangue
das cabeças ajoelhadas.
II
e há vozes, ou pedras de granito a magoarem-me
os ouvidos com o anúncio da derrota
há cânticos, melodias do chão a aumentar
a força da gravidade sobre os meus ombros
III
os tendões recuam com o inverno nos olhos
das sombras que se movem na orla de um grito
vergam-se, com a peculiar sensação de morder
a morte e a sua língua de medo
IV
mas há uma verticalidade do espírito
que se move intacta dentro do corpo
há uma casa de paredes lúcidas bem
no centro da humanidade
V
como um grito vertical lançado
nas paredes do meu corpo(dessa casa)
espalho a súbtil sensação da noite que se estende
para fora dos bosques seráficos,
então abertos na soleira da minha íris
e venço ou vou vencendo qualquer
pedra de granito que se atire
às manhãs que crescem como árvores
nas entradas dos meus ouvidos .
a minha vida tem momentos de ser
um sangue sufocado em volta do pescoço
um coágulo consanguíneo com o sangue
das cabeças ajoelhadas.
II
e há vozes, ou pedras de granito a magoarem-me
os ouvidos com o anúncio da derrota
há cânticos, melodias do chão a aumentar
a força da gravidade sobre os meus ombros
III
os tendões recuam com o inverno nos olhos
das sombras que se movem na orla de um grito
vergam-se, com a peculiar sensação de morder
a morte e a sua língua de medo
IV
mas há uma verticalidade do espírito
que se move intacta dentro do corpo
há uma casa de paredes lúcidas bem
no centro da humanidade
V
como um grito vertical lançado
nas paredes do meu corpo(dessa casa)
espalho a súbtil sensação da noite que se estende
para fora dos bosques seráficos,
então abertos na soleira da minha íris
e venço ou vou vencendo qualquer
pedra de granito que se atire
às manhãs que crescem como árvores
nas entradas dos meus ouvidos .
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