o poeta.o sonho.os amantes
o poeta. o sonho.os amantes
o poeta é o construtor ardiloso do sonho
artesão secular do seu cimento virgem imaculado.
as suas paredes crescem como línguas de tempestade
dentro dos ouvidos do pensamento.
as têmporas revivem as folhas e os frutos da primavera
quando entre estas,
estradas de esperança
desbravam memórias antigas:
lâminas cortantes de horizontes celestiais
separadoras de primitivos amantes:
o pensamento e o sonho.
a vida. o poema. o sonho.
uma borboleta carrega no dorso o sonho-um candelabro alado -
a lua já não reveste as faces vivas das antigas crianças virgens
crianças escondidas estupidamente dentro de corpos crescidos,
sujos de lama
deturpados pelo cinzel e os braços do mundo.
estranhas estátuas de calcário
roídas como maçãs pela erosão de um poema
situado no interior de um chão raso.
depois
____________uma trincha de cal na memória
e o sorriso de quem desbrava florestas virgens.
o mundo mais jovem.
um barco. a tempestade. o sonho.
o medo e o seus dentes de marfim surgidos da noite,
tempestade que abana o barco
onde descansa o Deus sereno do mundo
e os seus apóstolos dentro de um livro.
vai no barco o sonho
e o Deus com a língua acesa.
vai a suave asa de Deus sobre as cabeças amedrontadas
pela tempestade.
e Ele dorme descansado na proa
com todo o mundo no regaço
e as raízes do sonho plantadas entre os seus cabelos.
o amor.a cidade.o sonho
amor:o sal líquido das artérias do corpo-uma cidade-
combustível luminescente dos veículos que a percorrem.
e há na estrutura da pele desta cidade um tijolo-amor
despossesso de cartas ou juras dele próprio,
despossesso do estranho nervoso do sexo dentro das calças.
" ah e quando me pedes o meu ombro amor"
a cidade transforma-se em rio
para levar para longe as lágrimas
que te molham o teu rosto de areia à beira-mar.
sorrimos então um para o outro como dois candeeiros nas trevas
e avistamos o sonho sem memórias-lãmina ali tão perto.
o poeta é o construtor ardiloso do sonho
artesão secular do seu cimento virgem imaculado.
as suas paredes crescem como línguas de tempestade
dentro dos ouvidos do pensamento.
as têmporas revivem as folhas e os frutos da primavera
quando entre estas,
estradas de esperança
desbravam memórias antigas:
lâminas cortantes de horizontes celestiais
separadoras de primitivos amantes:
o pensamento e o sonho.
a vida. o poema. o sonho.
uma borboleta carrega no dorso o sonho-um candelabro alado -
a lua já não reveste as faces vivas das antigas crianças virgens
crianças escondidas estupidamente dentro de corpos crescidos,
sujos de lama
deturpados pelo cinzel e os braços do mundo.
estranhas estátuas de calcário
roídas como maçãs pela erosão de um poema
situado no interior de um chão raso.
depois
____________uma trincha de cal na memória
e o sorriso de quem desbrava florestas virgens.
o mundo mais jovem.
um barco. a tempestade. o sonho.
o medo e o seus dentes de marfim surgidos da noite,
tempestade que abana o barco
onde descansa o Deus sereno do mundo
e os seus apóstolos dentro de um livro.
vai no barco o sonho
e o Deus com a língua acesa.
vai a suave asa de Deus sobre as cabeças amedrontadas
pela tempestade.
e Ele dorme descansado na proa
com todo o mundo no regaço
e as raízes do sonho plantadas entre os seus cabelos.
o amor.a cidade.o sonho
amor:o sal líquido das artérias do corpo-uma cidade-
combustível luminescente dos veículos que a percorrem.
e há na estrutura da pele desta cidade um tijolo-amor
despossesso de cartas ou juras dele próprio,
despossesso do estranho nervoso do sexo dentro das calças.
" ah e quando me pedes o meu ombro amor"
a cidade transforma-se em rio
para levar para longe as lágrimas
que te molham o teu rosto de areia à beira-mar.
sorrimos então um para o outro como dois candeeiros nas trevas
e avistamos o sonho sem memórias-lãmina ali tão perto.
«Ele dorme descansado na proa/com todo o mundo no regaço». Gostei desta e das outras imagens felizes destes seus poemas.
Um abraço e grato pelas suas amáveis palavras no Salutor.
João
Posted by
J.T.Parreira |
9:52 da tarde
Um blog de passagem obrigatória. Bom dia.
Posted by
Anónimo |
11:34 da manhã