balada
Como as pedras que nascem das flores
assim como veias jugulares
que produzem um poema
que se ergue "da confusão da carne"
assim nasce o poeta-homem
artesão secular da palavra
pintada pelo tempo,
amassada como o barro ferrugento.
Mas os punhos que ele usa
são os punhos da vida,
que quando aprendiz, nos olha
como luas assarampatadas
nos berços dos nascituros
na idade da inocência.
E quando cresce, a vida
transforma-se num outono eterno
e sábio, sentada em memórias de sangue,
mas também de lírios
e crianças ouvem à lareira
palavras castanhas, cinzentas e azuis,
ouvem com ouvidos de ouvir
as palavras-lâmina que rasgam qualquer
surdez da alma, qualquer nada interior.
assim como veias jugulares
que produzem um poema
que se ergue "da confusão da carne"
assim nasce o poeta-homem
artesão secular da palavra
pintada pelo tempo,
amassada como o barro ferrugento.
Mas os punhos que ele usa
são os punhos da vida,
que quando aprendiz, nos olha
como luas assarampatadas
nos berços dos nascituros
na idade da inocência.
E quando cresce, a vida
transforma-se num outono eterno
e sábio, sentada em memórias de sangue,
mas também de lírios
e crianças ouvem à lareira
palavras castanhas, cinzentas e azuis,
ouvem com ouvidos de ouvir
as palavras-lâmina que rasgam qualquer
surdez da alma, qualquer nada interior.
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